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CASSI
esclarece sobre atendimento na Bahia
Nos últimos quatro anos, as entidades médicas
têm atuado progressivamente para aumentar suas
remunerações, impondo índices
de reajustes acima da inflação e muito
além da capacidade de pagamento das empresas
do setor de saúde suplementar, principalmente
das autogestões — os planos de saúde
patrocinados por um empregador, tendo como fonte de
receitas os salários dos funcionários,
como é o caso da CASSI.
Para corrigir os valores dos serviços médicos,
o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação
Médica Brasileira (AMB) desenvolveram um referencial
chamado Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos (CBHPM), que a CASSI
implantou a partir de 2005, apesar do impacto financeiro
no custo da assistência, como forma de conceder
uma remuneração mais justa e assim manter
uma relação de parceria com essas entidades.
Desde 2005, somente a CASSI e outras operadoras vinculadas
à Unidas (entidade que congrega as autogestões)
estão acompanhando plenamente a CBHPM. Outras
operadoras, como a cooperativa de médicos Unimed,
começaram a utilizar esse referencial, parcialmente,
somente em dezembro de 2005. E empresas de medicinas
de grupo e seguradoras ainda estão em negociação
para essa implantação.
Em 2006, as entidades médicas começaram
a discutir uma nova versão da CBHPM (4ª
edição). As questões técnicas
foram avaliadas com a Unidas e a Unimed. Entretanto,
essas atualizações, em linhas gerais,
elevam ainda mais os valores dos procedimentos médicos
para patamares de difícil acompanhamento das
operadoras, que não tiveram aumento de receita
compatível com o percentual solicitado pelos
médicos.
Com relação à ameaça de
paralisação do atendimento médico,
por se tratar de um ato injusto e descabido, porque
contraria a tradição de relacionamento
e de respeito que a CASSI mantém com a categoria
médica e por poder significar prejuízos
irreparáveis aos nossos beneficiários,
informamos que tomaremos todas as medidas necessárias
para garantir o atendimento, inclusive jurídicas.
No que se refere à paralisação
dos principais hospitais de Salvador — por decisão
unilateral deles —, a CASSI vem negociando com
esses prestadores no intuito de normalizar o atendimento
na capital.
Dos hospitais paralisados, já retomaram o atendimento
o Hospital Espanhol e o Hospital Santo Amaro. Nos
próximos dias deve ocorrer o retorno do Hospital
São Rafael. Além desses, a CASSI retomou
os atendimentos no Hospital Jorge Valente e credenciou
o Hospital da Bahia, novo prestad or com perfil de
hospital geral.
Apesar da paralisação e da imposição
de pleitos adversos aos planos de saúde, a
CASSI tem dialogado com os prestadores e reafirma
o empenho em restabelecer a assistência médica
em Salvador. E tem a informar que os hospitais que
permanecem atendendo, mais os que assinaram novos
contratos ou aditivos, são suficientes para
atender as demandas dos participantes sem nenhum risco.
Além disso, a Unidade está à
disposição e pode ser acionada a qualquer
momento para esclarecer e orientar soluções
alternativas.
Temos consciência dos incômodos que essa
situação traz para os associados e somos
sensíveis aos questionamentos. Estamos à
disposição para outros esclarecimentos,
inclusive pelo canal "Fale com a CASSI",
em nossa página internet no endereço
www.cassi.com.br.
Desde já agradecemos pelo interesse e pedimos
a sua colaboração, como participante
da CASSI, na divulgação das ações
realizadas para a resolução do impasse.
Diretoria Executiva da CASSI |