Presidente da AMB participa de campanha pela adoção da CBHPM 5ª edição

 
“Vamos lutar para implantar o padrão mínimo necessário, que é a 5 edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), referendada pela Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina”, garantiu o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Guilherme Pitta, no lançamento Campanha Nacional de Defesa Profissional ontem à noite, dia 25 de novembro, na Associação Médica do Paraná (AMP), em Curitiba.

O evento contou com a presença do presidente da AMB, José Luiz Gomes do Amaral, do presidente da AMP, José Macedo, do presidente da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular, Alexander Corvello, além dos presidentes de regionais da SBACV e outros médicos. O lançamento foi transmitido ao vivo pelo site da SBACV (www.sbacv.com.br) e reuniu mais de 50 médicos.

“Os presidentes das 24 regionais da SBACV enviarão uma carta às operadoras de saúde locais e a SBACV nacional mandará para as grandes seguradoras nacionais. Daremos um prazo de 60 dias para a negociação. Esse é um momento de união e caso não sejamos atendidos, poderemos entrar em greve”, afirmou Pitta, acrescentando em seguida a força do movimento: “vamos ainda ao CFM para garantir que o desrespeito às decisões colegiadas seja punido pelo órgão”.

Além da implantação da CBHPM 5 edição, o objetivo da campanha é chamar a atenção do associado para a participação na criação das Diretrizes dos procedimentos na área. “As Diretrizes são cruciais, pois se não a fizermos, os planos de saúde as farão e vão nos impor. Eles já estão padronizando tudo e nos obrigando a aceitar, quem sai perdendo é o nosso paciente”, disse o presidente da SBACV. A entidade tem 21 diretrizes em andamento e 146 médicos capacitados a desenvolvê-las. As diretrizes definem as normas a serem seguidas nacionalmente para o diagnóstico e tratamento das doenças.

O presidente da AMB, José Luiz Gomes do Amaral, ficou impressionado com a mobilização da SBACV e apoiou a iniciativa. “A CBHPM é uma lista de procedimentos que a corporação médica entende que são válidos e traz benefícios ao paciente. É fundamental trabalharmos pela CBHPM e só a especialidade pode fazer a listagem hierarquizada, por isso é preciso participar ativamente das revisões da CBHPM”, disse. Para ele, os médicos não precisam ficar atrelados aos valores mínimos da Classificação. “A referência da CBHPM não é o teto, é a base”.

Amaral corroborou com Pitta ao explicar que as Diretrizes são fundamentais para manutenção da CBHPM. “Ou vocês fazem as Diretrizes, ou os planos farão por vocês com a lógica de economizar e a vítima será o doente mais uma vez”. Após ouvir o relato da evolução do processo de diretrizes na entidade, que está para concluir cinco Diretrizes em janeiro, Amaral afirmou que a SBACV tinha que ser um exemplo para as outras Sociedades. “O que vocês estão fazendo precisa ser exposto, mostrado para os colegas”.

Para o presidente da AMP, o cirurgião vascular José Macedo, o médico é refém do sistema e não mais um profissional liberal. “A grande maioria dos planos de saúde usa tabelas de 18 anos atrás. Quando chamamos para negociação, já houve plano de saúde nos solicitando não pedir exames ao paciente para poderem reverter esses valores para os honorários”, afirmou indignado.

No evento também foram debatidas as ações que estão em andamento na SBACV. O coordenador do Projeto Diretrizes, Aldemar Castro, apresentou as evoluções do programa. O presidente da SBACV-PR, Ricardo Moreira, falou sobre a manutenção do código da escleroterapia na CBHPM, mas sem a cobertura pelos planos de saúde por ser um procedimento estético. O presidente da AMP abordou o Programa de Treinamento em Angiologia e Cirurgia vascular nas residências médicas, alertando para a importância do orientador participar ativamente de no mínimo 40% das cirurgias.

Já o presidente da SBACV-SP, Calógero Presti, falou sobre o programa de educação continuada da Sociedade que terá início em março. “Serão 15 módulos durante nove meses com 43 horas/aula. Convidaremos 70 docentes para gravarem as aulas em vídeo em São Paulo. Elas ficarão disponíveis no site da SBACV gratuitamente”, afirmou. O presidente da Sobrice, Alexander Corvello, também referendou a luta da SBACV e afirmou que as duas entidades estarão unidas no que lhes forem comum. “Se não estivermos juntos, outras Sociedades mais numerosas poderão querer se sobrepor a nós”, disse.


Fonte: Assessoria de Imprensa da SBACV

 
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