REUNIÃO DA OFTALMOLOGIA BRASILEIRA COM A ANS EM
29/11/2010.


 
Da esquerda para a direita: Dr. André Born - COOESO-AL; Dr. Nelson Louzada - FeCOOESO; Sr. Carlos Figueiredo - Gerente da Relação com Prestadores da ANS; Dr. Antonio Carlos Endrigo - Gerente Geral de Integração Setorial da ANS; Dra. Fabiola Mansur - Diretora do CBO; Dr. Paulo Cesar Fontes - FeCOOESO; Sr. João Fernandes - Gerente Administrativo da FeCOOESO; Dr. Samuel Cukierman - Representante da SBO

Da esquerda para a direita:
Dr. André Born - COOESO-AL;
Dr. Nelson Louzada - FeCOOESO;
Sr. Carlos Figueiredo - Gerente da Relação com Prestadores da ANS
Dr. Antonio C. Endrigo - Gerente Geral de Integração Setorial da ANS
Dra. Fabiola Mansur - Diretora do CBO;
Dr. Paulo Cesar Fontes - FeCOOESO;
Sr. João Fernandes - Gerente Administrativo da FeCOOESO;
Dr. Samuel Cukierman - Representante da SBO


Problemas específicos com a CASSI.


Dentre as principais operadoras de planos de saúde: Amil, Banco Central, Bradesco, Golden Cross, Petrobras, SulAmérica e Unimed, a CASSI é a única que:

1. Exige além da Guia de serviço habitual, que seja emitida outra pela firma Orizon, tendo o paciente que assinar ambas. No caso de exames complementares, tantas serão emitidas e terão de ser assinadas. Lidamos com pacientes idosos, com visão reduzida, com dificuldade de entendimento...

2. Limita idade do paciente para autorizar tonometria ocular. Antes não permitia com menos de 40 anos, agora, menos de 16 anos. Contraria Parecer do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

3. Impertinência em obrigar o envio das guias pelo correio para Brasília (se extraviar, quem paga?), além da despesa desnecessária. O serviço é prestado em um determinado estado e centralizado na capital federal.

4. Burocracia para revisão de glosas - feita só pela internet, sem previsão de resposta!

5. Exigência de boletim anestésico para pagar os honorários. As cirurgias já prevêem o porte anestésico, a presença do anestesista.

6. Não aceita pagar em dobro as cirurgias de curta permanência, de porte superior a 4, realizadas em sistema Hospital-Dia. Pagava até 1999. Subitamente, sem aviso, passou a pagar 1x. Em 18 de abril de 2000, assinou um Protocolo de Intenções com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, comprometendo-se a pagar 1,5x. Em maio de 2010, novamente voltou a pagar 1x. O caso configura QUEBRA DE CONTRATO!


Outros problemas envolvendo a CASSI:

7. Inclui os honorários da instrumentadora no pagamento realizado ao cirurgião e sua equipe. As Prefeituras consideram este fato como prova da Pessoa Jurídica não ser uni-profissional, acarretando contratempos à esta. Além disso, os valores de honorários da instrumentadora adicionados aos do cirurgião e auxiliar sofrem desconto de Imposto de Renda, muitas vezes de 27,5%, além de INSS. Estes descontos (IR e INSS) subtraídos do honorário da instrumentadora causam desnecessária redução e consequente descontentamento por parte da prejudicada.

8. O grupo UNIDAS, da qual a CASSI faz parte, pratica o MONOPSÔNIO: “situação de mercado em que há um só comprador de determinada mercadoria ou serviço”. Não existe concorrência, nem negociação. Quem regula o preço é o poder econômico, não o mercado. As mais ricas se utilizam das mais pobres para comprar serviços alegando que como fazem parte de um grupo, vários dos seus participantes não têm condições de pagar bem. Portanto, todos pagam mal. A finalidade inequívoca de tal associação é a compra de serviços médicos em bloco, prática comercial reprovável. Configura CARTEL DE COMPRA DE SERVIÇO. A Petrobras descartou esta prática reprovável e paga, atualmente, os melhores honorários médicos, podendo se vangloriar disto.


O QUE QUEREM OS OFTALMOLOGISTAS:

1. Que somente a guia oficial seja assinada pelo paciente.

2. Que não haja limitação de idade para tonometria ocular.

3. Que as guias sejam entregues nas sedes da Cassi na cidade onde o serviço foi prestado ou em agências do Banco do Brasil.

4. Que as glosas tenham resposta rápida e pessoal treinado para esclarecer dúvidas.

5. Que não seja exigido boletim anestésico para reembolsar os honorários do anestesista - anti-ético.

6. Que volte a pagar em dobro as cirurgias de curta permanência de porte superior a 4, realizadas em sistema Hospital-Dia, como fazem as principais operadoras.

7. Que os honorários da instrumentadora sejam pagos por reembolso como são os do anestesista.

8. Que a Cassi pague valores justos, sem relação com as demais operadoras do grupo UNIDAS, em má situação e com poucos beneficiários.


Nelson Louzada
Presidente da FeCOOESO e
Coordenador de Honorários Médicos do CBO.

_________________________________________ __________________


Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2010.

Aos Srs,

Conselheiro Dr. Aloísio Tibiriçá Miranda (CFM)

Dr. Antonio Carlos Endrigo (ANS)

Dr. Florisval Meinão (AMB)

Dr. Márcio da Costa Bichara (FENAM)

Conselheiro Dr. Luís Fernando Soares Moraes (Presidente do CREMERJ)

Conselheira Dra. Márcia Rosa de Araujo (Coordenadora da Comissão de Saúde Suplementar – COMSSU do CREMERJ)

Dr. Josier Marques Vilar (SINDHRIO)
Representante da FenaSaúde


Ref: Redução de Honorários Cirúrgicos realizado pela CASSI.

Em 1999, a CASSI, arbitrariamente, reduziu pela metade os honorários cirúrgicos dos oftalmologistas. Até então, nas cirurgias de porte 4 ou superior, realizadas em pacientes com direito a quarto privativo em regime de Hospital-Dia, ela vinha pagando 2x, conforme fazem até hoje as principais operadoras de planos de saúde no Rio de Janeiro (Unimed, Amil, Golden Cross, Bradesco, SulAmérica, Petrobras, Banco Central…).

Foram necessários dez meses de paralisação para que um acordo (VEJA AQUI) fosse assinado e passamos a receber 1,5x a partir de 2000. Não era o que desejávamos e o acordo feito previa nova negociação após seis meses, o que não foi cumprido pela outra parte.

Dez anos após este fato, a CASSI voltou a reduzir nossos honorários cirúrgicos, intempestivamente. Há cinco meses estamos recebendo 1x, totalmente em desacordo com os valores de mercado.

No dia 15 de setembro deste ano, uma comissão composta por Nelson Louzada, Paulo Cesar Fontes, Sergio Fernandes e João Fernandes agendou reunião na sede da CASSI com a finalidade de pedir explicações e providências.

A reunião foi realizada com os Srs Paulo M. Muradas (Gerente de Unidade), André Lynch (Gerente da Área de Negociação) e Claudia Alves (Executiva de Negócios).

Passados mais de um mês a CASSI não deu nenhuma solução para o caso por ela criado. Limitam-se a dizer, por telefone, que a ordem veio de Brasília. O fato configura, sem dúvida, quebra de contrato unilateral.

A Caixa de Assistência pertence aos funcionários do Banco do Brasil, o maior banco do hemisfério sul. O conglomerado inclui ainda a PREVI, a maior caixa de previdência do Brasil. A CASSI faz o papel de primo pobre dentro deste conjunto extraordinariamente rico e poderoso.

A CASSI, assim como a companhia Vale do Rio Doce, uma das maiores siderúrgicas do mundo, fazem parte de um grupo heterogêneo (UNIDAS), que mistura empresas em má situação com outras de grande porte e riquíssimas, como as citadas.

A finalidade inequívoca de tal associação é a compra de serviços médicos em bloco, prática comercial reprovável, denominada monopsônio: “situação de mercado em que há um só comprador de determinada mercadoria ou serviço”. Não existe concorrência, nem negociação, quem regula o preço é o poder econômico, não o mercado. As mais ricas se utilizam das mais pobres para comprar serviços alegando que como fazem parte de um grupo, vários dos seus participantes não tem condições de pagar bem. Portanto, todos pagam mal. (ARTIGO AQUI)

A Petrobras, uma das maiores empresas do mundo, que também faz parte do grupo UNIDAS, paga valores acima do praticado pelos demais integrantes de auto-gestão.

Estes fatos demonstram a heterogeneidade da UNIDAS.

A CASSI congelou as mensalidades de seus beneficiários por dois anos em detrimento dos Honorários Médicos. (MATÉRIA AQUI). Algumas operadoras vinculadas à UNIDAS atuam como medicina de grupo, inclusive com registro junto à ANS que comprovam o fato, caso da CABERJ, CAMED e PROASA.

Outros problemas com a CASSI: limitação de idade do paciente para autorizar tonometria ocular, impertinência de enviar as guias pelo correio para Brasília (se extraviar quem paga?), burocracia para revisão de glosas (só pela internet, sem previsão de resposta!), exigência de boletim anestésico para pagar os honorários… Nenhuma operadora de planos de saúde no Rio de Janeiro exige tais absurdos.

A COOESO-RJ, Cooperativa Estadual de Serviços Administrativos em Oftalmologia, traz ao conhecimento dos senhores as arbitrariedades cometidas pela operadora CASSI e solicita providências.


Atenciosamente,

Dr. Nelson Louzada
Presidente da COOESO-RJ.

 
CBO TV
FeCOOESO 2006
Praia do Flamengo, 66 - Bloco B/sala 303 - Rio de Janeiro, RJ - CEP: 22210-030 - Tel./Fax (21) 2556-5803