NOVO PERIGO RONDANDO A MEDICINA

 
Colegas,

Como se não bastassem os diversos problemas que enfrentamos no nosso dia-a-dia, eis que surge mais uma ameaça.

Trata-se da VERTICALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO.

Algumas operadoras de planos de saúde estão comprando hospitais ou se associando a estes, ou vice-versa.

Desta forma, conseguem oferecer aos seus beneficiários toda a gama de atendimentos, desde a consulta, passando pelos exames complementares, até a cirurgia em seus próprios centros cirúrgicos.

Contratam médicos, como seus funcionários, para executar todas estas etapas. A continuar assim, brevemente, nós seremos credenciados apenas para diagnosticar a doença e no nosso caso (oftalmologistas) receitar óculos.

Se for necessário um exame complementar ou cirurgia, o paciente deverá ser encaminhado ao hospital do seu plano de saúde.

Evidentemente, nem todos os pacientes aceitarão esta situação, mas a maioria será cooptada, já que as operadoras estão oferecendo vantagens e preços mais baixos para os que se associarem a esta modalidade diabólica. Em última análise, o que o paciente deseja é o melhor atendimento pelo menor preço.

Sabemos que lidamos com um artigo intangível, a nossa consulta. O paciente considera caro pagar algo em torno de R$ 200,00 pelo nosso serviço, que requer anos de estudo, dedicação, treinamento e muita responsabilidade. No entanto, consideram normal pagar mais de R$ 2.000,00 por um óculos, com armação de grife e lentes com diversos tratamentos. O óculos é um artigo tangível e quem o adquire tem prazer em contar aos seus amigos sobre o investimento realizado e suas qualidades.

Quanto ao serviço médico, este não fez mais que a sua obrigação, receitou corretamente.

Tem ocorrido também, com muita frequência, que ao solicitar determinado exame o médico coloque como indicação ser o paciente portador de diabetes, hipertensão arterial, etc. De posse deste diagnóstico, funcionários treinados da operadora entram em contato com o paciente, inicialmente, mostrando-se preocupados com a sua saúde, oferecendo tratamento e orientação nos centros de atendimento da operadora.

Assim, o paciente passa a ser atendido e tratado nestes centros por um médico contratado por salário vil, gerando um custo bem menor para a operadora.

Para ser bem claro – O PACIENTE É ROUBADO DE SEU MÉDICO ORIGINAL!


Nelson Louzada
Presidente da FeCOOESO e Coordenador de convênios do CBO.



CASSI e Previ avaliam investimento na Saúde

A consultoria irá dimensionar os potenciais ganhos obtidos com um eventual processo de verticalização do atendimento. A exemplo da experiência de outros agentes de mercado, a idéia é que toda a cadeia de apoio ao associado esteja do início ao fim com a CASSI, desde a gestão do plano de saúde, passando pelo atendimento médico, pela realização de exames e pela administração dos hospitais.

Seja construindo hospitais ou se associando a outros existentes, a parceria possibilitará que a CASSI tenha governança sobre todo o processo de atendimento. Na prática, isso significa, de acordo com Sergio Riede, “melhor controle dos custos, adequação dos serviços e um maior poder de barganha para negociar no mercado de prestação de serviços de saúde. Ou seja, estamos cuidando da própria sustentabilidade ao longo do tempo”.

?Para Sérgio Rosa, presidente da PREVI, “é importante do ponto de vista institucional colaborar com o sucesso da CASSI e examinar em conjunto alternativas de investimento em hospitais que possam representar boas oportunidades negociais”.

Sérgio Riede, presidente da CASSI, classifica a parceria como um “marco histórico nas relações entre Previ e CASSI, que têm público similar, e vai proporcionar um salto de qualidade no serviço oferecido ao participante”.

 
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