CASSI - O QUE QUEREM OS OFTALMOLOGISTAS


1. Que somente a guia oficial seja assinada pelo paciente.

2. Que não haja limitação de idade para tonometria ocular.

3. Que as guias sejam entregues na sede da Cassi no Rio de Janeiro ou em agências do Banco do Brasil.

4. Que as glosas tenham resposta rápida e pessoal treinado para esclarecer dúvidas.

5. Que não seja exigido boletim anestésico para reembolsar os honorários do anestesista.

6. Que volte a pagar em dobro as cirurgias de curta permanência de porte superior a 4, realizadas em sistema Hospital-Dia, como fazem as principais operadoras.

7. Que os honorários da instrumentadora sejam pagos por reembolso como são os do anestesista.

8. Que a Cassi pague valores justos, sem relação com as demais operadoras do grupo UNIDAS, em má situação e com poucos beneficiários.


Problemas específicos com a CASSI.

Dentre as principais operadoras de planos de saúde: Amil, Banco Central, Bradesco, Golden Cross, Petrobras, SulAmérica e Unimed, a CASSI é a única que:

1. Exige além da Guia de serviço habitual, que seja emitida outra pela firma Orizon, tendo o paciente que assinar ambas. No caso de exames complementares, tantas serão emitidas e terão de ser assinadas. Lidamos com pacientes idosos, com visão reduzida, com dificuldade de entendimento...

2. Limita idade do paciente para autorizar tonometria ocular. Antes não permitia com menos de 40 anos, agora, menos de 16 anos. Contraria Parecer do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

3. Impertinência em obrigar o envio das guias pelo correio para Brasília (se extraviar, quem paga?), além da despesa desnecessária. O serviço é prestado no Rio de Janeiro.

4. Burocracia para revisão de glosas - feita só pela internet, sem previsão de resposta!

5. Exigência de boletim anestésico para pagar os honorários. As cirurgias já prevêem o porte anestésico, a presença do anestesista.

6. Não aceita pagar em dobro as cirurgias de curta permanência, de porte superior a 4, realizadas em sistema Hospital-Dia. Pagava até 1999. Subitamente, sem aviso, passou a pagar 1x. Em 18 de abril de 2000, assinou um Protocolo de Intenções com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, comprometendo-se a pagar 1,5x. Em maio de 2010, novamente voltou a pagar 1x. O caso configura QUEBRA DE CONTRATO!


Outros problemas envolvendo a CASSI:

7. Inclui os honorários da instrumentadora no pagamento realizado ao cirurgião. A Prefeitura considera este fato como prova da Pessoa Jurídica não ser uni-profissional, acarretando contratempos à esta. Além disso, os valores adicionados sofrem desconto de Imposto de Renda, muitas vezes de 27,5%, além de INSS. Estes descontos (IR e INSS) subtraídos do honorário da instrumentadora causam desnecessária redução e consequente descontentamento por parte da prejudicada.

8. O grupo UNIDAS, da qual a CASSI faz parte, pratica o MONOPSÔNIO: “situação de mercado em que há um só comprador de determinada mercadoria ou serviço”. Não existe concorrência, nem negociação. Quem regula o preço é o poder econômico, não o mercado. As mais ricas se utilizam das mais pobres para comprar serviços alegando que como fazem parte de um grupo, vários dos seus participantes não têm condições de pagar bem. Portanto, todos pagam mal. A finalidade inequívoca de tal associação é a compra de serviços médicos em bloco, prática comercial reprovável. Configura CARTEL DE COMPRA DE SERVIÇO. A Petrobras descartou esta prática reprovável e paga, atualmente, os melhores honorários médicos, podendo se vangloriar disto.


Nelson Louzada
Presidente da COOESO-RJ e Coordenador de Honorários Médicos do CBO.

 
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