Médicos não vão atender a convênios

 
No próximo dia 7, a classe médica realiza um movimento contra as empresas de planos de saúde. Na data, os médicos que atendem pelos planos de saúde pretendem fazer uma paralisação simbólica de atividades por 24 horas em todo o País. Em uma discussão preparatória para o movimento, será realizada hoje, às 20h, na Associação Médica de Brasília, o Fórum de Honorários Médicos – A justa remuneração para a saúde suplementar, que visa discutir os valores pagos aos profissionais pelos planos de saúde no Brasil.

As reivindicações dos médicos baseia-se em vários estudos. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) comprova que a Agência Nacional de Saúde (ANS) autorizou reajustes nas mensalidades dos planos de saúde na faixa de 81,42%, no período 2000/2009. Segundo o coordenador do evento e o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia do DF, o médico Diogo Mendes, no mesmo período a inflação oficial medida pelo INPC cresceu 69,02%.

Outro estudo, feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) na cidade de São Paulo e publicado em 2005, mostra que, no período de 1996 a 2003, as mensalidades dos planos de saúde tiveram elevação muito acentuada em comparação com os índices inflacionários utilizados para o estudo. No período, os planos de saúde foram reajustados em 418%, enquanto a correção das consultas médicas ficou em 67% e o reajuste das internações hospitalares em 81%.

Consultas pagas hoje em faixa pouco acima dos R$ 42 são consideradas muito abaixo dos preços mínimos cobrados no País. “Isso gera descontentamento e a necessidade de se discutir a questão”, ressaltou Diogo Mendes.

 
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