CUIDADOS QUE OS CIRURGIÕES DE CATARATA DEVEM
OBSERVAR
Temos conhecimento que em vários estados brasileiros as operadoras de planos de saúde fornecem, direta ou indiretamente, lentes intra-oculares, o que poderá acarretar sérios problemas aos médicos cirurgiões, caso ocorra algum incidente durante o ato cirúrgico; a LIO seja contaminada no transcurso da cirurgia, rasgue (ou perca a alça), ocorra ruptura ou desinserção da cápsula posterior, inviabilizando o uso da ÚNICA LIO enviada pelo convênio.
A responsabilidade pela implantação da LIO é, SEMPRE, do cirurgião e do centro cirúrgico oftalmológico! Não se deve aceitar por parte do convênio, o fornecimento de LIO’s, muito menos de qualquer material ou medicamento utilizado nas cirurgias.
No Rio de Janeiro o Ministério Público Estadual (MPE) proibiu as operadoras de planos de saúde de fornecerem quaisquer materiais (LIO's, visco-elásticos, soluções balanceadas, Kits de faco ou vitrectomia...), direta ou indiretamente, aos pacientes ou aos centros cirúrgicos oftalmológicos. Trabalho da COOESO-RJ, que demonstrou junto ao MPE os riscos desta prática para os pacientes, baseando-se em vídeos, cedidos por renomados cirurgiões brasileiros, que demonstravam as supra citadas ocorrências.
Nossos cooperados devem nos comunicar qualquer insistência por parte dos convênios que contrarie a determinação do MPE.
O acordo com o MPE prevê que, em contrapartida, o cirurgião precisa ter sempre à mão 1 LIO titular, 1 LIO reserva, 1 LIO de fixação no sulco e 1 LIO de fixação iriana ou escleral. NÃO SE ESQUEÇAM!
Caso o paciente saia da cirurgia afácico, por falta de LIO opcional, o cirurgião e o centro cirúrgico poderão ter dissabores com o paciente, com o plano de saúde e com o MPE (Órgão de Defesa do Consumidor).
NÃO DÊ CHANCES PARA O AZAR!
Atenciosamente,
Nelson Louzada
Presidente da FeCOOESO
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