Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia
Vascular antecipa movimento para o dia 07/04


 
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) decidiu antecipar o movimento nacional do dia 27 de abril para o dia 7, para se unir ao protesto nacional da saúde suplementar, decidido em reunião entre todas as sociedades de especialidade em fevereiro. As entidades querem que os planos de saúde adotem a CBHPM plena.

O debate foi com a Comissão de Saúde Suplementar e a Comissão Nacional de Consolidação e Defesa da CBHPM. Os médicos que lotaram o auditório da Associação Médica Paulista apontaram o dia 7 de abril como o de protesto nacional contra os planos de saúde. Na data se comemorar o Dia Mundial da Saúde.


Movimento da SBACV

A paralisação nacional da SBACV é em defesa do médico, para exigir implantação plena da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), e do paciente, para garantir que o uso de órteses, próteses e materiais endovasculares para cirurgias seja autorizado sem imbróglios.

Durante os meses de dezembro e janeiro, as regionais da SBACV enviaram proposta de implantação da CBHPM para toda a saúde suplementar sem sucesso. Nenhum presidente de regional recebeu retorno dos convênios quanto às solicitações expressas nos ofícios enviados. Ao longo de 2010, os médicos de cada estado já haviam se reunido em Fóruns para discutir a melhoria dos honorários e foi iniciada a Campanha Nacional de Defesa Profissional, em dezembro.

A SBACV decidiu ainda que encaminhará à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma solicitação de inserção na tabela do TUSS (Terminologia Unificada em Saúde Suplementar) os valores em reais (R$), de acordo com os valores da CBHPM e com reajuste anual. Os médicos querem que os planos adotem a CBHPM plena que, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), representa o valor mínimo de remuneração médica.


Defasagem de 156%

Segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta, os honorários médicos estão defasados em 156% nos últimos dez anos. “Os planos reajustam seus valores, mas não repassam aos médicos. Apenas 11% dos gastos dos planos são com a classe médica. Queremos melhorar não só a remuneração, mas também nossa condição de trabalho. Muitas vezes o plano não aprova a realização de exames ou a liberação de materiais para cirurgias”, diz o presidente da SBACV. Segundo Pitta, o valor médio pago pelas operadoras por uma consulta no país hoje em dia varia entre R$ 32 e R$ 50.

Em paralelo, os representantes em cada estado da SBACV vão aos respectivos Conselhos Regionais solicitar a edição de uma resolução como a do CRM de Brasília (nº 317/10) que garantiu aos médicos a implantação da CBHPM com banda positiva e negociações agora tratadas entre os planos e as entidades médicas representativas. O texto também afirma que o valor do honorário será o mesmo independente da acomodação do paciente (quarto ou enfermaria).


Fonte: Assessoria de imprensa da SBACV

 
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