Circulares
CIRCULAR FECOOESO/002/2009
Rio, 27/01/2009
TODOS OS OFTALMOLOGISTAS E SERVIÇOS OFTALMOLÓGICOS DO BRASIL
Ref.: Cuidados que os Cirurgiões de Catarata devem observar.
Temos conhecimento que em vários estados brasileiros as operadoras de planos de saúde fornecem, diretamente ou indiretamente, lentes intra-oculares, o que poderá acarretar sérios problemas aos médicos cirurgiões, caso ocorra algum incidente durante o ato cirúrgico; a LIO seja contaminada no transcurso da cirurgia, rasgue (ou perca a alça), ou ocorra ruptura ou desinserção da cápsula posterior, inviabilizando o uso da ÚNICA LIO enviada pelo convênio.
A responsabilidade pela implantação da LIO é, SEMPRE, do cirurgião e do centro cirúrgico oftalmológico! Não se deve aceitar o fornecimento de LIO’s, muito menos de qualquer material ou medicamento utilizado nas cirurgias por parte do convênio.
No Rio de Janeiro o Ministério Público Estadual (MPE) proibiu as operadoras de planos de saúde de fornecerem quaisquer materiais (LIO's, visco-elásticos, soluções balanceadas, Kits de faco ou vitrectomia...), direta ou indiretamente, aos pacientes ou aos centros cirúrgicos oftalmológicos. Trabalho da COOESO, que demonstrou junto ao MPE os riscos desta prática para os pacientes, baseando-se em vídeos, cedidos por renomados cirurgiões brasileiros, que demonstravam as supra citadas ocorrências.
Nossos cooperados devem nos comunicar qualquer insistência por parte dos convênios que contrarie a determinação do MPE.
O acordo com o MPE prevê que, em contrapartida, o cirurgião precisa ter sempre à mão 1 LIO titular, 1 LIO reserva, 1 LIO de fixação no sulco e 1 LIO de fixação iriana ou escleral. NÃO SE ESQUEÇAM!
Caso o paciente saia da cirurgia afácico, por falta de LIO opcional, o cirurgião e o centro cirúrgico poderão ter dissabores com o paciente, com o plano de saúde e com o MPE (Órgão de Defesa do Consumidor). NÃO DÊ CHANCES PARA O AZAR!
Atenciosamente,
Nelson Louzada
Presidente da COOESO-RJ
Diretor da FeCOOESO
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